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EM DIA

Notas sobre Educação

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Pesquisa
Dá pra ensinar se ninguém aprende?
A falta de conexão entre ensino e aprendizagem ainda persegue a Educação brasileira, como mostram os dados abaixo, resultado da pesquisa A Qualidade da Educação sob o Olhar dos Professores, da Fundação SM e da Organização dos Estados Ibero-Americanos, com professores da Educação Básica de 19 estados. "É um paradoxo", diz Vera Lucia Trevisan de Souza, pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. "Como se sentir satisfeito realizando uma atividade que não produz os efeitos esperados?" É obrigação do docente avaliar sua prática com base no aluno. Achar que ensina e o outro não aprender faz com que professores e estudantes tomem rumos distintos e o resultado continue ruim.

A foto do mês

Foto: Ebner Gonçalves

em dia

Aluna da EM Professor Sylvio Sniecikovski, em Joinville, a 186 quilômetros de Florianópolis, Isabela Cavalheiro (em pé) participa do projeto Sacola da Leitura, que incentiva o hábito de ler junto com a família e manda para a casa das crianças um livro e um caderno em que os pais registram a experiência. "A idéia é ótima", diz Karen Fernandes, a mãe da garota (sentada, com os filhos e o marido).

A opinião dos professores da rede pública sobre alguns aspectos das escolas em que lecionam:
- 32,4% aprovam o desempenho acadêmico dos estudantes
- 38,1% estão satisfeitos com o interesse do aluno em aprender
- 72,8% gostam do jeito de ensinar dos professores

"O discurso das faculdades sempre foi centrado no professor, mas as avaliações ajudaram a reforçar a idéia de que é o aluno o mais importante e é direito dele aprender."
José Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais, no jornal Folha de S. Paulo

Arte
Música na escola com o ritmo certo
De acordo com uma lei sancionada recentemente, as escolas terão de introduzir a música como conteúdo da disciplina de Arte na Educação Básica. A obrigatoriedade traz à cena a questão do que ensinar. "Trabalhar o som pelo som não basta. Música na Educação é mais que fazer as crianças cantarem mecanicamente todos os dias", explica Teca Alencar de Brito, da Universidade de São Paulo. Outro equívoco é querer organizar um coral, pois trata-se de uma atividade extracurricular. Ou seja, nem todas as práticas funcionam porque tiram do foco o principal, que é a musicalidade. Confira algumas sugestões de Teca para cada ciclo:

Foto: Drawlio Joca

em dia

HORA DO SOM Na Educação Infantil, a percussão é válida

Educação Infantil Contato com brinquedos sonoros, instrumentos de percussão, parlendas e rodas. As crianças devem ser estimuladas a inventar instrumentos com objetos (latas, por exemplo), analisar os sons, cantar e criar músicas próprias. 

Séries iniciais do Ensino Fundamental Apresentar os diferentes gêneros e ritmos, as tradições musicais e as diferenças entre uma orquestra e um conjunto de rock, por exemplo. As crianças fazem músicas executando, improvisando e compondo. 

Séries finais do Ensino Fundamental
Aulas sobre a história da música, que relacionem momentos diferentes e outros conteúdos, e abordagem prática com, por exemplo, a organização de uma radionovela.

Gente
Poesias revelam aluno em São Luís

Foto: Veruska Oliveira

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VERSOS DEDICADOS Poeta, Rafael Feitosa é estudante exemplar

Rafael Feitosa foi expulso da escola aos 12 anos. Um ano depois, tornou-se um aluno dedicado, campeão de concursos de poesia da EE Maria Aragão, em São Luís, e finalista habitual do Festival Maranhense de Poesia da Universidade Federal do Maranhão. A reviravolta ocorreu quando passou a freqüentar o projeto escolar Palavras ao Vento. Hoje, aos 17 anos, tem cinco textos no livro Palavras ao Vento - Uma Antologia de Vida, que será lançado em outubro na 2ª Feira do Livro do Maranhão.

Tomadores de empréstimo que concluíram o Ensino Fundamental têm mais chances de sair da pobreza: 14%
Fonte: Laboratório de Estudos da Pobreza, da Universidade Federal do Ceará

Avaliação
Provinha Brasil 2009 vai gerar índice nacional
A Secretaria de Educação Básica tem planos para aperfeiçoar a Provinha Brasil, avaliação que diagnostica em duas fases a aprendizagem dos estudantes com um ano de escolaridade. Em 2009, a aplicação da primeira prova será logo no início do ano letivo (no máximo, em março), para apontar o chamado diagnóstico inicial - este ano, as redes começaram a aplicá-la só em maio e muitos educadores iniciaram seu trabalho com os conteúdos deficitários quando o primeiro semestre se encerrava. Outra melhoria é a participação mais efetiva do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Além de elaborar o exame, como fez em 2008, ele será responsável por aplicá-lo de forma amostral, o que vai possibilitar a geração de um índice de alfabetização nacional. O caráter de adesão voluntária permanece e, antes do término deste semestre, será disponiblizada a prova para a segunda fase deste ano.

Colaborou Paola Gentile


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