Existe um tema que, a cada mês, aparece com mais força nas reuniões de pauta e nas discussões de trabalho da redação: a formação docente. É consenso, no dia-a-dia da sala de aula, que nenhum fator tem mais influência no desempenho dos alunos do que o professor. Portanto, quanto mais bem formado, melhor o resultado de seu trabalho. No entanto, há outro consenso muito mais desanimador - o de que a capacitação, tanto inicial quanto continuada, deixa muito a desejar.
Foto: Hermínio Oliveira
NO CENTRO DA PAUTA Denise e eu na conversa com o ministro sobre a capacitação docente
A pedido de NOVA ESCOLA, a Fundação Carlos Chagas analisou os currículos dos cursos de Pedagogia e concluiu que, de fato, eles não preparam os futuros educadores para a realidade escolar. Valorizam excessivamente aspectos históricos e teóricos da profissão e abrem pouco espaço para os chamados conteúdos didáticos (o "quê" e o "como" ensinar, essenciais para que os alunos efetivamente aprendam).
Além disso, visitamos os municípios onde se desenvolvem os melhores programas de formação continuada para ver o que pode servir de inspiração ao resto do país. E fomos a Brasília conversar com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para entender o que o Ministério está pensando (e fazendo) sobre o tema. Com a previsão de aumentar em 10 bilhões de reais o orçamento para 2009, a formação virou prioridade.
O resultado de toda essa apuração você encontra na entrevista da página 32 e na reportagem de capa (um dossiê com 14 páginas, que começa na 48). É um trabalho de fôlego, que ajuda a dar a verdadeira importância que tem o professor como protagonista do processo de ensino/aprendizagem - e a mostrar que ainda há muito a avançar para melhorar o desempenho de nossos alunos.
Um grande abraço,
Gabriel Pillar Grossi
Diretor de Redação
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